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Espaço do Tank: Marketing ou falta de valores marciais?

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Trash talk no Jiu-Jitsu, bom ou ruim?

Por: Bruno Tank

Fala feras, voltamos a nossa coluna com um assunto que está bem em voga hoje em dia no Jiu Jitsu mundial. O trash talk ou aquela provocada e troca de farpas entre lutadores e equipes. No MMA o trash talk é consolidado e ferramenta de marketing tanto de lutadores como de eventos.

Aqui não é a minha intenção falar se e válido ou não, certo ou errado para o MMA. Até porque no fim os caras vão se socar e resolver (ou não) o que falaram. Onde vou me posicionar e sobre essa nova onda e atitude atingindo o Jiu Jitsu, seja em terras brasileiras, de uma forma até mais sutil e sem tanta polêmica, ou em fora do Brasil, onde esse comportamento e repercussão são bem mais agressivos. Jiu jitsu é diferente de MMA, isso todos sabem. Apesar da arte suave fornecer diversas estrelas e futuras estrelas para o MMA. Tudo que cerca as duas modalidades é diferente. Público alvo, praticantes, mídia, estrutura etc. Já com essa afirmação, eu já deixo minha opinião, o trash talk não cabe dentro do BJJ.

Trash talk por mais que seja marketing e a pessoa talvez não deseje realmente ter a intenção de falar aquilo, beira ao desrespeito. Promover uma luta ou um evento, faz parte da máquina que trás $$ para o MMA. E quanto mais pessoas que não tem treinamento em arte marcial assistem MMA, isso atinge em cheio o leigo que compra o pay per view. Eles querem ver a treta, querem ver os dois caras se “odiando”. A grande maioria não tem ideia de como é um dia dentro de uma academia de lutas.

Não tem ideia do código de respeito e auto controle que uma arte marcial trás. Caras como Ryan Gordon ( que anda com uma coroa de rei na cabeça pelos campeonatos e desafia todo mundo falando que ele e o melhor) e o ” Death squad” do que estão sempre lançando desafios a torto e a direta são a nova cara do trash talk no JJ. O pior lado dessa história e como isso irá influenciar o futuro do nosso esporte. Para um esporte se popularizar é necessário famílias e especialmente crianças praticando. Um pai ou uma mãe que vê ou lê um ” astro” ou uma pessoa que a mídia daquele esporte promove, cuspindo impropérios, sendo arrogante e mostrando ser uma pessoa que não respeita nada, com certeza não irá colocar o filho ou filha nesse ambiente. Ninguém colocaria. Eu não colocaria meus filhos. Invés de se basear em polêmicas e trash talk para trazer $ para o Mercado de JJ, devemos nos preocupar em fazer crescer a base de praticantes e a base que consume JJ. Eles que irão comprar o pay per view ou o ingresso de um evento porque querem assistir JJ de qualidade e não porque alguém ficou falando besteira. Jiu Jitsu e uma arte de formação de caráter e de inclusão social. Sempre foi e sempre será, independente de pessoas que apesar de serem extremamente habilidosas e técnicas, parece que não aprenderam o real valor que o Jiu Jitsu trás para a vida de quem o pratica.

Aliás, quem fica desafiando todo mundo e falando muito, pode resolver isso bem fácil. Se inscreve no Mundial de kimono ou sem kimono da IBJJF ou World Pro. Vai poder mostrar e lutar com todo mundo. E mostrar ao que veio. Como diz aquele velho ditado: ” Quem quer faz, não fica falando” Porque como já dizia aquele velho samba, “Falador passa mal”.

Bons treinos. Bruno Tank Mendes

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Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e atendimento na Seri.e Design. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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