O grande desafio de Demian Maia rumo ao cinturão

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É uma loucura Demian Maia arriscar sua sequência contra Masvidal no UFC 211?

Por: Gabriel Coelho Pinho

Em entrevista recente com o condecorado faixa preta de jiu jitsu, afirmou que o UFC procurou o mesmo pedindo para que se mantesse ativo para uma futura disputa de cinturão pelo peso meio-médio, e por isso Demian Maia aceitou pelo desejo de ser campeão da categoria.

Entretanto para muitos críticos isso foi uma decisão arriscada, ainda mais lutando contra Jorge Masvidal, no UFC 211, que acontecesse dia 11 de maio no Texas. O norte-americano é um lutador de calibre que também vem numa ascensão horrenda nos meio-médios, sendo que em sua última luta teve um performance devastadora nocauteando Donald Cerrone. Em uma análise técnica para essa luta realmente a trocação do Masvidal é um jogo fora de série, seu boxe altamente refinado em que trabalha bem contragolpes e ótimas esquivas além de contemplar seu jogo com uma ótima defesas de quedas, de fato parece um risco muito grande.

Entretanto Demian treina com um dos mais condecorados treinador de boxe, Ivan De Oliveira, o mesmo além de carregar o legado (Servílio de Oliveira) que o pai passou tem experiência na seleção olímpica de boxe Brasileira, um fator preponderante para muitos que acham que Maia não está preparado para uma luta em pé.

Em uma visão um pouco diferente dos críticos, Maia aplica muito bem o seu jogo de luta agarrada como ninguém atualmente no MMA apesar de não se arriscar tanto na luta em pé, o avanço foi notório comparado a lutas passadas que o brasileiro já realizou, devido a sua melhora em pé automaticamente suas combinações de quedas melhoram amplamente dentro do octógono.

Hoje ele trabalha sempre caminhando para frente medindo a distância/marcando com um jab para encurralar o adversário na grade fazendo-o andar para trás, o que para o Masvidal é ruim, apesar dele ter boas fintas e contragolpes o mesmo não trabalha com tanta agressividade quando anda para trás e muito menos golpeia com tanta eficácia sendo encurralado na grade, e a partir desse ponto é onde facilita a entrada de quedas do brasileiro poder trabalhar com mais segurança, lembrando que é diferente de muitos lutadores do qual o americano já enfrentou.

Na minha visão não vejo essa luta como um fator de extremo perigo, justamente pelo Demian poder trabalhar com mais segurança e estrategicamente em que a especialidade do seu adversário é algo que ele já vem trabalhando há muito tempo, até mesmo quando estava no peso-médio.

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Gabriel Coelho Pinho

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