Coluna do Drumma: “Eu não teria coragem de enfrentar Anthony Johnson”

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Na primeira luta Cormier passou por maus bocados, dessa vez pode não resistir a “mãozada” de AJ

Por: Felippe Drummond (Editor: Bill Santos)

Quem me conhece sabe que eu sempre brinco que se o UFC me ligasse e perguntasse se eu teria coragem de subir no octógono eu aceitaria quase que automaticamente. Minha única exigência seria: Eu enfrento qualquer um, menos Jon Jones e Anthony Johnson.

Falo isso sem medo. É claro, que tenho certeza que serei derrotado por qualquer lutador do UFC, por isso tenho lá minhas preferências. Tenho 1,83m e peso mais de 95kg, pensando que seria fácil baixar para o meio-pesado minhas opções são pequenas, mas caso fosse liberado lutar fora do meu peso, escolheria enfrentar Demian Maia ou Lyoto Machida.

Os dois lutadores normalmente não costumam machucar muito seus adversários, eles fazem apenas o que é preciso para saírem do octógono com o braço levantado. Já AJ e Jon Jones não. Os dois talvez sejam os lutadores mais brutais da história recente do MMA.

Bones dá medo só de imaginar ele tentando me acertar com aqueles pisões frontais no joelho, ou tentando uma daquelas chaves de ombro/clavícula que ele aplica em pé apenas para machucar seus adversários.

Já Johnson apesar de não ser um atleta que luta com a intenção de machucar seu rival, é um daqueles lutadores que você sabe que se não tiver a estratégia perfeita para evitar a trocação a todo custo, você acabará sendo nocauteado de uma forma brutal. Gustafson, Glover, Bader, Minotouro, Manuwa e vários outros lutadores já sofreram com as mãos pesadas do Rumble.

Além disso, há alguns meses fiz uma matéria com o Paulo Borrachinha que havia feito um camp de treinamento nos Estados Unidos e treinou com AJ. E ele me confidenciou que nunca viu um lutador que bate tão forte quando o americano, isso considerando que ele ‘segura’ a onda nos treinos.

Mas, Cormier sabe disso. Tanto é que algumas semanas antes deles se enfrentarem pela segunda vez, ele já avisou que as chances de Johnson são nocauteá-lo até o meio do segundo round. Passado esse ímpeto, o Rumble se torna preza fácil para um wrestler como DC.

Obs¹.: Ah, você deve estar pensando que os dois já se enfrentaram e DC saiu como vencedor. Pois bem, lembre do início daquele combate. Cormier passou por maus bocados, quando AJ conectou um direto, que mesmo sem toda a pressão, fez DC bambear. Felizmente para o atual campeão dos meios-pesados, ele conseguiu se recuperar daquele golpe e finalizou a luta no terceiro round.

Obs².: É claro que neste nível de competição a palavra medo não pode existir. Não acho que DC tenha receio de enfrentar ninguém. Essa é apenas uma brincadeira de muita criatividade que resolvi fazer em minha coluna aqui no MMA Premium. Mesmo assim, volto a repetir, eu não teria essa coragem.

Felippe Drummond NetoFelippe Drummond Neto é um jornalista esportivo mineiro que acompanha MMA desde 1999, e tem o esporte como uma das grandes paixões. Formado em 2010, atuou na cobertura de diversos evento do UFC no Brasil, e agora é um colunista do MMA Premium.

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Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e atendimento na Seri.e Design. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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