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Faixa-azul, Letícia Cardozo fala sobre carreira e reclama da falta de reconhecimento do BJJ no Brasil

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Grande prospecto do BJJ nacional, Letícia Cardozo vem construindo sua carreira e já mira títulos importantes em 2017

Por: Bill Santos

Aos 19 anos e com grandes sonhos, Letícia Cardozo é uma uma atleta que busca seu lugar ao sol na arte suave, com bons resultados ao longo da carreira, a jovem é puro carisma ao falar do sonhos e do que almeja para seu futuro. Não se engane pelos olhos claros e pelo rosto de menina, Letícia fala com propriedade sobre sua vontade de crescer e seus desejos de ser campeã.

Confira a entrevista na integra com mais uma atleta que promete surpreender o mundo:

Letícia, você conquistou o terceiro lugar no Floripa Fall deste ano, quais são as metas de 2017?

Minhas metas para 2017 é ser campeã mundial (CBJJE), competir os campeonatos da CBJJ e os da minha cidade, pegar ritmo de campeonato para 2018, promete.

Conte um pouco da sua história e como começou no BJJ?

Comecei a treinar jiu jitsu por curiosidade, passava sempre em frente a uma academia perto da minha casa e resolvi fazer uma aula experimental, então me apaixonei e sigo firme até hoje, não na mesma equipe, mas muito feliz na qual estou à 3 anos.

Quem são os seus ídolos?

Desde que iniciei na arte suave acompanho a Gabi Garcia, mesmo não estando mais focada apenas no jiu jitsu, continua sendo a minha musa.

Existe ainda uma barreira para as mulheres dentro do BJJ?

Com certeza. O preconceito é muito grande ainda, infelizmente. Mas o número de praticantes mulheres está aumentando cada vez mais, com isso mostramos a força que nós mulheres temos dentro e fora do tatame.

Você tem uma legião de fãs nas redes sociais, estar em evidência é bom ou ruim na hora de entrar nos eventos?

Eu acho maravilhoso, principalmente quando pedem pra bater fotos, passa um filme pela minha cabeça, espero incentivar muitas pessoas.

O que mais sente falta no esporte?

Reconhecimento, aqui no Brasil o esporte é pouco valorizado. A questão de patrocínio também é precária.

Qual foi o melhor conselho que já recebeu até hoje?

Um dia meu mestre falou “quando se sentir fraca, seja forte.” Sempre usou a roda gigante como um exemplo, quando estiver lá em baixo, preciso ter forças para fazer subir novamente, então procuro ao invés de procurar desculpas, resolvê-las.

Deixe um recado para as meninas que buscam praticar e conquistar seus sonhos dentro da arte suave

Se entreguem, se arrisquem e não fiquem na zona de conforto, a melhor coisa é conhecer os próprios limites. Mostrem o quão forte nos mulheres somos dentro do esporte, inclusive na arte marcial, onde a maioria dos praticantes são homens. O jiu jitsu não é força, é técnica. Osss

Conhece alguma atleta que tem tudo para despontar no BJJ em 2017? Mande o contato 😀

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Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e atendimento na Seri.e Design. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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