Glover assume papel de “novo Ryan Bader” dos meio-pesados

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Após derrota para Gustaffson, brasileiro é o novo porteiro do top-5 da categoria até 93kg

Por: Felippe Drummond

Após mais uma derrota para um dos principais lutadores da categoria, o mineiro Glover Teixeira sepultou de vez suas chances de disputar em breve o cinturão dos meio-pesados. Se já seria difícil ele ter essa chance mesmo vencendo, imagine com essa derrota.

Está certo que Gustaffson é um adversário duríssimo, mas essa era a chance de Glover bater em um atleta que está no nível dos melhores dessa categoria. Mas o resultado por si só não foi o pior, e sim da forma como ele aconteceu com o sueco dominando o combate por completo.

Apesar de a luta só ter acabado no quinto round, com um belo e contundente nocaute, a forma como Gustaffson manteve o combate na longa distância durante todo o tempo, evitando ser encurralado por Glover na grade e conectando a grande maioria dos golpes desde o início, mostrou que além de brechas em seu jogo, o brasileiro não está a altura dos principais lutadores dessa categoria.

Antes que vocês pensem que estou desmerecendo o brasileiro, assumo que sou fã de Glover e sempre torci e torcerei para seu sucesso, porém há de se admitir que ele está um nível abaixo de Jon Jones, Anthony Johnson, Alexander Gustaffson e até mesmo Phil Davis, seus algozes desde que entrou no UFC.

Contudo, ao mesmo tempo que Glover não faz parte da nata da categoria até 93kg, ele está um nível acima do restante dos lutadores meio-pesados, como Jimi Manuwa, Mauricio Shogun, Ovince Saint Preux, entre outros.

Por isso, o ‘título’ de porteiro do top-5 é o que melhor se encaixa em seu momento atual. Acredito que se o brasileiro lutar contra qualquer lutador que está fora desse top, ele deve vencer. Porém, não o vejo derrotando nenhum dos lutadores dentro desse grupo.

Se você voltar alguns anos, você verá que ele tem inúmeras semelhanças com o que acontecia com o americano Ryan Bader, considerado por muitos o responsável por separar o joio do trigo dessa categoria.

Bader servia como o desafio perfeito para saber se um determinado lutador estava pronto para uma possível disputa de cinturão. Quem conseguisse derrotar o norte-americano automaticamente se tornaria um contender ao título.

Tanto é que ele foi trampolim para Jon Jones, Lyoto Machida, Anthony Johnson, Alexander Gustafson e até mesmo para o próprio Glover, que o derrotou em 2013, antes de enfrentar Jones pelo título.

Futuro

Pois bem, diante desse cenário, vejo três caminhos para o mineiro traçar. O primeiro é se manter na categoria, bater os adversários que lhe oferecerem sendo um bom “operário”. Dessa forma, caso ele vence umas duas ou três lutas, ele terá novamente uma oportunidade de enfrentar um dos top-5 da categoria.

O segundo caminho seria subir para os pesos pesados, onde seria um dos lutadores mais velozes da categoria. Mas, neste caso ele precisaria de um teste contra um lutador veterano que não vive seus melhores momentos, o nome perfeito ao meu ver seria o de Andrei Arlovski, mesmo assim não o vejo tendo sucesso nessa categoria a longo prazo, já que sua principal vantagem é o punch, e nos pesados ele seria apenas mais um com isso.

Já o terceiro e último caminho é o meu preferido. Glover deveria descer de categoria (indo para os médios) onde teria seu punch e a vantagem da distância como vantagem em relação aos adversários. Porém, o fato de se movimentar pouco e confiar muito no próprio queixo seria seu maior adversário para obter sucesso.

 

Felippe Drummond NetoFelippe Drummond Neto é um jornalista esportivo mineiro que acompanha MMA desde 1999, e tem o esporte como uma das grandes paixões. Formado em 2010, atuou na cobertura de diversos evento do UFC no Brasil, e agora é um colunista do MMA Premium.

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Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e atendimento na Seri.e Design. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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