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Coluna do Drumma: “Essa é a pior geração de campeões da história do UFC”

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Crítica vai de Amanda Nunes até mesmo McGregor e Demetrious Johnson

Por: Felippe Drummond (Editor: Victor Nunes)

Sem querer ser polêmico, mas já sendo, essa afirmação é muito mais uma constatação que qualquer outra coisa. Atualmente o UFC possui 11 categorias, entre homens e mulheres. Com isso, existem ou deveriam existir 11 campeões. Só que o problema já começa aí. 

Apesar de haver 11 cinturões disponíveis, a franquia possui apenas 10 atletas ostentando o título do Ultimatce, graças a holandesa Germaine de Randamie que se recusou a enfrentar a brasileira Cris Cyborg. Com isso, o UFC decidiu retirar seu título (peso pena feminino) e colocá-lo em disputa no próximo dia 29 de julho, no UFC 214, quando Cyborg enfrentará Megan Anderson. 

Ainda entre as mulheres, outro acontecimento que comprova que a atual geração de campeões não é das melhores, aconteceu há duas semanas. A brasileira Amanda Nunes, que faria a luta principal do UFC 213, desistiu de sua luta contra a quirguistanesa Valentina Shevchenko, menos de 24 horas antes do combate. Amanda passou mal e foi levada para o hospital, porém nada foi detectado nos exames e os médicos a liberaram para luta. Mesmo assim a brasileira não quis subir no octógono para desespero de Dana White. 

Passando para o lado dos homens, adianto que apenas quatro das oito categorias se salvarão das críticas. Vamos pela ordem: 

Único campeão da história peso mosca, Demetrious Johnson igualou em seu último combate, ao derrotar o brasileiro Wilson Reis, o recorde de Anderson Silva em defesas de cinturão (10), porém, pelos planos do UFC, para superar essa marca histórica, ele teria que enfrentar TJ Dillashaw, o que para muitos seria também a luta mais difícil desde que conquistou o título. Mas o “Mighty Mouse” recusou enfrentar o ex-campeão dos galos, frustrando a todos. 

TJ também é o responsável por outra polêmica, com outro campeão, dessa vez o do peso galo, Cody Garbrandt. Os dois se enfrentariam no UFC 213 (mesmo evento da polêmica de Amanda), no entanto, Cody alegou que estava com uma lesão nas costas que o impossibilitava de lutar. O fato gerou uma grande crítica, principalmente por TJ, já que dias antes de anunciar sua desistência, Cody aparece em um vídeo no qual “brincava” de lutar wrestling, fazendo com que o desafiante duvidasse da veracidade da lesão do campeão. 

Talvez esse seja o nome mais polêmico dessa lista, afinal de contas, falar de Conor McGregor gera comoção e ódio. Mas, fato é que após conquistar dois cinturões (Pena e Leve) o irlandês ainda não fez nenhuma defesa de cinturão. Atualmente se preparando para a badalada luta de boxe, contra Floyd Mayweather, McGregor não tem data para retornar ao octógono. E como ele irá receber pelo menos US$ 80 milhões, para subir no ringue, há ainda quem duvide até que retornará ao Ultimate. 

Apesar de tudo isso, o lutador que mais representa essa “pior geração de campeões da história do UFC” é o inglês Michael Bisping. Após ter chocado o mundo ao nocautear o americano Luke Rockhold e assim conquistar o cinturão dos pesos médios da franquia, em junho de 2016, o lutador começou uma corrida incansável para não enfrentar nenhum dos atletas que estão bem ranqueados. 

Em mais de um ano como campeão, Bisping só fez uma defesa de cinturão e mesmo assim, contra o quase aposentado Dan Henderson, e só venceu na decisão polêmica dos árbitros. Depois disso, com a ameaça de ter que enfrentar o cubano Yoel Romero, que era o principal desafiante dentro da divisão, o inglês buscou alternativas e quase conseguiu o que queria quando o UFC chegou a anunciar que ele enfrentaria GSP, retornando da aposentadoria. Mas como isso não aconteceu, Bisping resolveu fazer uma cirurgia, forçando assim o Ultimate a criar o cinturão interino que foi conquistado recentemente pelo neozelandês Robert Whittaker. Deixando o inglês sem opções quando retornar. 

As exceções

Mas nem todos os campeões podem ser considerados ‘arregões’. Há lutadores que honram o lugar que ocupam, como é o caso da polonesa Joanna Jędrzejczyk. Após conquistar o cinturão do peso palha feminino, em março de 2015, quando nocauteou Carla Esparza, Joanna já defendeu seu título cinco vezes (contra Jessica Penne, Valérie Létourneau, Cláudia Gadelha, Karolina Kowalkiewicz e Jéssica Andrade), sem recusar nenhuma adversária que lhe foi proposta. 

Outro lutador que cumpre sua função de campeão é o norte-americano Tyron Woodley, dono do cinturão meio-médio. Ele pode até não ser considerado por muitos o melhor lutador dos meio-médios, mas ninguém pode negar que Woodley não faça jus ao lugar que ocupa. Após surpreender o mundo e roubar o título de Robbie Lawler, o lutador não se recusou a enfrentar por duas vezes Stephen Thompson, contra quem conseguiu defender seu título com sucesso. Agora se prepara para enfrentar o brasileiro Demian Maia, no UFC 214, dia 29 de julho. 

No mesmo evento, teremos o aguardado combate entre Daniel Cormier e Jon Jones. E por mais que muitos (eu inclusive) ainda considerem Jones o verdadeiro campeão dos meio-pesados, Cormier provou ser um campeão de respeito ao nunca ter ficado de ‘frescura’ para casar suas lutas. Neste período sem Jon Jones, DC enfrentou Anthony Johnson, principal contender da categoria, duas vezes e venceu os dois combates com certa facilidade, além de também ter derrotado Anderson Silva e Alexander Gustafsson. Dessa forma, ele se manteve apto para enfrentar Jones e poder provar que é de fato o campeão meio-pesado. 

Por fim, ainda tem o peso pesado Stipe Miocic que também não ‘arrega’ para ninguém e já defendeu seu cinturão em duas oportunidades, contra Alistair Overeem e Junior Cigano. 

Ahhh, não pense que esqueci de Max Holloway, campeão peso pena sobre o brasileiro José Aldo. Mas como ele conquistou o título recentemente e ainda não teve tempo para mostrar qual o tipo de campeão ele será, preferi não citá-lo neste post.

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Victor Nunes

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