Exclusivo: Gleison Tibau afirma: “Voltei para quebrar mais recordes”

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Longe do octógono por dois anos, brasileiro retorna neste sábado no UFC 220

Por: João C. Cavalcanti

Um dos grandes veteranos do Ultimate, Gleison Tibau retorna ao octógono mais famoso do mundo, neste sábado (20), pelo UFC 220, em Boston. O brasileiro vai encarar Islam Makhachev, na primeira luta do evento. Depois de ficar dois anos longe dos cages por cair no teste antidoping em sua última luta, o potiguar mostrou-se animado para retornar.

Em entrevista para o MMA Premium, Gleison explicou que passou por momentos difíceis durante esses dois anos. Agora, de volta, o brasileiro quer quebrar mais recordes dentro do Ultimate, algo que ele já fez algumas vezes dentro da organização.

“Com certeza meus planos são de quebrar recordes, acho que tenho bastante quebra de recordes e essa minha experiência aí não foi à toa não. Fiquei dois anos afastado e se isso não tivesse acontecido, eu já tinha quebrado todos os recordes da história do UFC. Mas estou com bastante recordes e quero deixar ainda mais. Voltei para isso mesmo, para fazer história”, declarou.

Confira a entrevista completa com Gleison Tibau abaixo:

– Aposentadoria

“Aposentadoria não. Estou com 34 anos e me sentindo melhor do que antes. Me cuido bem, me alimento bem, faço um bom descanso, treino. Estou mais experiente, com mais ferramentas. Cheguei nesse momento ainda não (risos). Tenho muita lenha para queimar.”

– Tempo de inatividade

“Desde o final de 2015 estou sem lutar, mais ou menos uns dois anos de dois meses. A gente sabe que atleta tem que estar ativo para pegar o ritmo de competição. Mas a gente treina, esses dois anos para mim foi muito difícil, mas mantive no treinamento, ajudando os atletas na ativa. Não perdi o foco, até para não ficar muito para trás. O esporte está evoluindo muito e a gente tem que estar procurando sempre uma evolução também. Estou tranquilo, confiante, por conta da bagagem que tenho. Quando cheguei aqui (em Boston), voltou tudo aquilo que já passei. Espero fazer meu jogo, soltar como se fosse no treino. Vou fluir, não quer adquirir pressão.”

– Islam Makhachev

“O Islam ele é bom wretler, vou procurar trabalhar outras ferramentas. Se for ficar fazendo muita força com ele, não seria algo inteligente, mas se ele der mole, vou colocá-lo para baixo. Mas a estratégia não é essa, não por causa da idade. Têm atletas mais jovens que não tem a performance do mais velho, isso é muito relativo. Cada um tem seu treinamento, alimentação. Temos que buscar a luta para o nosso controle, mais inteligente.”

– O que dizer para atletas mais jovens?

“Só no UFC vou fazer minha vigésima sétima luta, é bastante. Fora o UFC, já lutei pelo Brasil todo, Japão, meu cartel todo tenho 76 lutas, nem todas estão registradas, mas fiz muitas lutas. Cada luta é uma adrenalina, parece até que é a primeira. O que muda é a experiência, você sabe como se comportar, mas adrenalina e emoção são as mesmas, não tem jeito (risos). E essa galera nova que está vindo aí, poxa, eu fico muito feliz, pois quando comecei no MMA era outra realidade. Hoje o UFC está fazendo grandes trabalhos, estão vindo muitos atletas jovens, então o que tenho para falar para eles é: Aproveitem esse momento. Hoje está valendo a pena, financeiramente, tem mais conforto, segurança, tem mais tudo (risos). Quando comecei não tinha nada disso, a gente fazia por amor e porque estava no sangue. Mas hoje colho tudo isso. O MMA mudou muito, mas mudou para melhor. Isso pode ter certeza. Tenho 17 anos de artes marciais e sei disso.”

– Como foi ficar dois anos afastado?

“Foi duro. Dormia e a acordava pensando nisso, não foi fácil mesmo. E teve noites difícil na minha vida. Pessoas que vivem no meio do esporte tem que estar motivadas, então eu só acordava e pensava: ‘Nossa, faltam dois anos ainda’. Foi duro mesmo, mas eu procurei trabalhar, tirar essa parte ruim e levar para o lado bom. Tive um tempo para mim, cuidar das minhas coisas para melhor, adquirir coisas novas para melhorar o meu jogo. Sempre me dediquei a isso, a evolução, treinando, ajudando os parceiros de treino e sempre treinando em alta nível. Se eu largasse, estava ciente que não ia pegar essa galera aí.”

– Planos no UFC

“Com certeza meus planos são de quebrar recordes, acho que tenho bastante quebra de recordes e essa minha experiência aí não foi à toa não. Fiquei dois anos afastado e se isso não tivesse acontecido, eu já tinha quebrado todos os recordes da história do UFC. Mas estou com bastante recordes e quero deixar ainda mais. Voltei para isso mesmo, para fazer história.”

UFC 220: Miocic x Ngannou
20 de janeiro de 2018, em Boston (EUA) 

CARD PRINCIPAL (1h, no horário de Brasília): 
Peso-pesado: Stipe Miocic x Francis Ngannou 
Peso-meio-pesado: Daniel Cormier x Volkan Oezdemir
Peso-pena: Calvin Kattar x Shane Burgos 
Peso-meio-pesado: Gian Villante x Francimar Bodão
Peso-galo: Thomas Almeida x Rob Font
CARD PRELIMINAR (22h, no horário de Brasília):
Peso-pena: Kyle Bochniak x Brandon Davis
Peso-meio-médio: Sabah Homasi x Abdul Razak Al-Hassan
Peso-mosca: Dustin Ortiz x Alexandre Pantoja
Peso-pena: Dan Ige x Julio Arce
Peso-pena: Matt Bessette x Enrique Barzola
Peso-leve: Islam Makhachev x Gleison Tibau

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