Atleta do Brave, Daniel ‘Willycat’ fala sobre carreira no MMA

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Promessa da Chute Boxe – Diego Lima, o lutador de 25 anos está se destacando no cenário nacional

Somos inspirados por algumas pessoas ao longo da vida, e a história do Daniel ‘Willycat’ no MMA começou a partir desse sentimento. Ao assistir uma luta emocionante do Anderson Silva, um dos maiores no esporte, ficou encantado com as imagens e sentiu que precisava viver aquilo.

“Eu estava assistindo uma reprise do UFC Rio, onde o Anderson nocauteou o Stephan Bonnar com uma joelhada. Quando ele ganhou e subiu na grade com a galera ovacionando, eu pensei: quero sentir essa adrenalina!”

Daniel começou em uma das grandes equipes do MMA, a Chute Boxe, com Evangelista Cyborg. Mas passou a treinar em São Paulo quando Cyborg foi para os Estados Unidos. Hoje ele está na Chute Boxe – Diego Lima e garante estar muito feliz por fazer parte da equipe.

“Não poderia estar em um lugar melhor, graças a Deus. Estou muito feliz em treinar com os meninos, evoluí muito desde que cheguei aqui. É uma honra treinar com Thominhas, Charles e Sertanejo, fora os demais, que só tem casca grossa. Então estou muito feliz de estar aqui.”

“Lima é um cara que foi guiado por Deus para estar na minha vida, por tudo que ele faz por mim. É uma honra estar aqui e representar a academia Chute Boxe Diego Lima.”

As novas amizades também chegaram como novas inspirações, Daniel se espelha muito nos parceiros de equipe que hoje estão escrevendo suas histórias no UFC. O peso-galo citou Thominhas Almeida e Charles Oliveira como suas maiores inspirações.

“Tem um cara que sempre me inspirei, até por ser da academia. Quando estava em Minas Gerais, eu pensava: quero ser como esse cara. É o Thominhas Almeida, o cara que eu queria ser igual.”

“O Charles Oliveira também. Desde que vim pra São Paulo, comecei a conviver com ele e conhecer não só como atleta. Hoje é lenda viva no MMA, maior finalizador da história do UFC.”

‘Willycat’ começando uma história no Brave

Oito anos após o início no esporte, segue seu caminho no MMA. Com um cartel de 10 lutas e apenas uma derrota, foi contratado pelo Brave e já garantiu a primeira vitória na organização. Agora vai em busca do cinturão.

“Fui contratado pelo Brave, fiz uma luta e ganhei finalizando no primeiro round. Agora é foco total em pegar o campeão, fazer mais uma ou duas lutas lá dentro, nocautear, ganhar bem e ser campeão do evento.”

Com a pandemia do novo coronavírus, teve sua segunda luta adiada na organização, mas ainda não tem previsão para nova data. O lutador tem esperança que esse momento passe rápido para que possa voltar a fazer o que ama.

“Minha luta foi adiada faltando duas semanas. Mas não tem projeção de quando voltar ainda. Tenho que esperar.”

“Eu estou esperançoso que isso vai passar o mais rápido possível. Ter resiliência, continuar focado na medida do possível para que a gente possa voltar à nossa rotina normal – treinar, dar aulas e fazer o que a gente mais ama, que é lutar!”

Confira a entrevista na íntegra e conheça mais sobre a promessa da Chute Boxe, Daniel ‘Willycat’.

Daniel, como entrou no MMA e o que te fez investir no esporte?

Eu estava assistindo um dia uma reprise do UFC Rio, onde o Anderson nocauteou o Stephan Bonnar com uma joelhada. Quando ele ganhou e subiu na grade com a galera ovacionando, eu pensei: quero sentir essa adrenalina! Então foi assistindo uma luta do Anderson Silva que eu decidi lutar MMA.

O que me fez investir foi meu mestre Evangelista Cyborg. Eu treinava apenas muay thai com o meu primeiro professor, o Paraíba. E conheci o Cyborg. Passou um tempo e ele me falou que através do MMA eu poderia viajar o mundo, realizar meus sonhos, conhecer diversos países e ainda ganhar dinheiro e poder mudar a vida da minha família.

Você faz parte da Chute Boxe, academia que vem revelando grandes nomes no cenário nacional e internacional. Como foi o processo até chegar em São Paulo e como é fazer parte da equipe?

Eu sempre fui da Chute Boxe. É uma enorme honra ser da academia, saber de todo legado, tantos caras duros que ela já forjou. Carregar a estrela da academia comigo é uma honra. Quero fazer essa estrela brilhar mais e mais, cravar meu nome no esporte e na academia.

Cheguei em São Paulo, na Chute Boxe – Diego Lima, quando meu mestre Cyborg teve que ir embora para os Estados Unidos em 2015 e eu fiquei sem treinar. Eu ia com ele, mas meu visto foi negado. Até pensei em parar de treinar. Mas uma amiga, a Cheetara, que hoje é atleta do UFC, falou que estava indo para São Paulo e que ia aproveitar para ver se tinha como a gente ir pra lá treinar. Então falei que se tivesse como ir, eu iria, porque sempre tive muita vontade de treinar com os lutadores de lá.

O Lima falou que não tinha alojamento na época e isso desanimou porque não tínhamos condições de alugar casa. Passou um tempo, as coisas aconteceram. Passaram duas semanas e o Lima entrou em contato comigo falando que faria um alojamento na academia e que poderíamos ir pra lá. E em fevereiro de 2016 eu vim pra São Paulo e desde então estou com o Lima.

Não poderia estar em um lugar melhor, graças a Deus. Estou muito feliz em treinar com os meninos, evoluí muito desde que cheguei aqui. É uma honra treinar com Thominhas, Charles, Sertanejo, fora os demais, que só tem casca grossa. Então estou muito feliz de estar aqui.

Lima é um cara que foi guiado por Deus para estar na minha vida, por tudo que ele faz por mim. É uma honra estar aqui e representar a academia Chute Boxe Diego Lima.

Em quem você se inspira no MMA?

Tem um cara que sempre me inspirei, até por ser da academia. Quando estava em Minas Gerais, eu pensava: quero ser como esse cara. É o Thominhas Almeida, o cara que eu queria ser igual. Agressivo, versátil. Thominhas é sinistro, na época nocauteava todo mundo. Um cara que sempre me inspirei muito.

O Charles Oliveira também. Desde que vim pra São Paulo, eu comecei a conviver com ele e conhecer não só como atleta. Hoje é lenda viva no MMA, maior finalizador da história do UFC. Não só por isso, mas como pessoa, como humildade, caráter, sempre disposto a fazer de tudo pela academia, família e comunidade. Tem os pés no chão sempre. Charles e Thominhas são os caras que mais me espelho hoje.

Um fato que ficou marcado e que emocionou muita gente foi a sua vitória em cima do Irwing ‘King Kong’ após o falecimento da sua mãe. O que te deu forças pra entrar no octógono?

O Cyborg tinha acabado de ir para os Estados Unidos. Eu estava muito triste dentro de casa, sem treinar. Quando ela faleceu, lembro de ter ajoelhado e pedido uma luta a Deus para poder dedicar a vitória para ela. Mas não imaginava que seria tão perto.

Acho que o que me deu forças pra lutar e trazer a vitória foi Deus. O que me motivou foi dar a vitória pra minha mãe. Eu não tinha gás, lutei com o coração, na raça. Não tem o que explica, porque não era pra eu ter lutado, mas Deus me deu essa luta porque já sabia da minha vitória.

Você foi contratado pelo Brave, evento global. Foco total na organização?

Fui contratado pelo Brave, fiz uma luta e ganhei finalizando no primeiro round. Agora é foco total em pegar o campeão, fazer mais uma ou duas lutas lá dentro, nocautear, ganhar bem e ser campeão do evento.

Eu vou ser campeão do Brave, pode anotar isso aí!

Durante a pandemia, o que mudou na sua rotina de treinos? Como está lidando com essa situação?

Mudou muito. Os treinos principais foram cancelados, tive que parar de dar aulas. Estou conseguindo treinar porque eu moro no alojamento da academia, eu e mais seis atletas. Então a gente consegue manter uns treinos. Não é nem parecido com o que é normalmente, mas dá pra manter um ritmo pra não ficar 100% parado.

Minha luta foi adiada faltando duas semanas. Mas não tem projeção de quando voltar ainda. Tenho que esperar.

Eu estou esperançoso que isso vai passar o mais rápido possível. Ter resiliência, continuar focado na medida do possível para que a gente possa voltar à nossa rotina normal – treinar, dar aulas e fazer o que a gente mais ama, que é lutar!

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