De herói a vilão: Benjamin Fodor foi preso após desistir do combate ao crime

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Preso no início de janeiro por venda de drogas, o super-herói do MMA afirmou que sua iniciativa não fez diferença

Benjamin Fodor é um lutador sem muita expressão no mundo do MMA, mas ficou bem conhecido por se tornar um super-herói da vida real. O americano de 31 anos, começou intervindo em um ataque público usando uma máscara de esqui. Mais tarde, desenvolveu seu próprio uniforme e usou “Phoenix Jones” como pseudônimo. O americano ficava responsável pelo patrulhamento das ruas em Seattle (EUA).

Benjamin surpreendeu a todos quando no início deste ano foi preso depois de vender 7,1 kg de ecstasy para um policial disfarçado. Em outra ação policial, foi pego com sete pacotes de cocaína.

O americano cedeu entrevista ao podcast “NW Nerd” quando decidiu deixar de lado o combate ao crime, em março do ano passado. O lutador lamentou não ter feito diferença.

“Eu via coisas nas ruas, convivia com elas e pensava comigo mesmo: “Estou fazendo a diferença”. Mas não estava. Eu não fiz a diferença. A diferença que eu esperava era que as pessoas, quando vissem um super-herói, se inspirariam e não repetiriam seus atos. Nós não aprendemos nenhuma lição. Os tiros, as facadas, as balas. Não valeu a pena. Ninguém entendeu nada”, desabafou o americano.

Benjamin Fodor lutava na categoria meio-médio, e sem muito sucesso acumulou 11 lutas no total. Somando sete vitórias, três derrotas e um empate. Sua volta ao MMA se deu pelo fato de virar piada entre os policiais da cidade que o fez chegar à conclusão que precisava voltar a praticar para se preparar melhor para o combate ao crime.

“Eu me perguntei: ‘O que você está fazendo, cara? Andando por aí com lycra, sem armadura e uma camisa do grupo Boyz II Men’. Eu era um profissional da luta, o melhor em tudo que fazia, e ia morrer esfaqueado por um morador de rua? Isso me tocou e voltei a lutar. Quando me acertaram outra vez, o cara caiu e eu fiquei intacto”, contou.

Fodor ficou dois dias na prisão após sua detenção por venda de drogas. No próximo dia 3 de fevereiro acontecerá a leitura formal de suas acusações.

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