De olho no futuro, Fusion Fight trabalha formando campeões

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Em sua primeira coluna, Leandro Mamute fala sobre alguns dos novos talentos do cenário nacional

Por: Leandro Mamute

O título conquistado recentemente no WOCS vai além das habilidades naturais de Caionã Blade, é o fruto de um trabalho sólido que vem desempenhando a Fusion Fight, fusão entre a Chute Boxe Rio e a Gracie Barra, com todo o acompanhamento que um atleta de alto nível precisa para atingir o seu ápice.

Charles e Caionã acompanhados por Sergio Dias e Serginho Filho

Charles e Caionã acompanhados por Sergio Dias e Serginho Filho (Foto: Arquivo pessoal)

Essa é a segunda categoria dominada pela Fusion Fight dentro do Watch Out Combat Show, antes do título conquistado por Caionã no peso-galo, em maio Charles “Blackout” faturou o cinturão peso-mosca na edição de 10 anos do WOCS, porém não poderá defender o seu cinturão por ter assinado contrato com a ACB.

As histórias de Caionã e Charles se misturam com a de outros lutadores, enfrentaram as dificuldades de perto, passaram fome, moraram de favor e encontraram no esporte uma saída, uma chance de canalizar as frustrações e as transformarem em combustível dentro do cage.

Atualmente a equipe conta com apenas dois atletas, pois, assim podem dar a assistência completa para formar campeões, trabalhando nas melhorias necessárias para aperfeiçoarem cada fundamento.

Para entender melhor sobre a evolução que vive Caionã “Blade” na Fusion Fight devemos lembrar que em dezembro de 2017, na edição 48 do WOCS, o lutador representava a academia de Maik Pedra, fez a luta principal contra Charles “Blackout”, na época adversários, e Caionã deu um trabalho enorme para Charles, perdeu por decisão unânime, que se fortaleceu com a retirada de três pontos de Caionã da luta, o atleta de Vila Aliança na época não havia atingido o peso.

São os irmãos Iunes(jiu jitsu), winger(wrestling) e Airton Nogoceke(Muay Thai)

Irmãos Iunes (BJJ), Willgner (Wrestling) e Airton Nogoceke (Muay Thai)

Após três rounds épicos entre os dois,  o jovem de Vila Aliança, comunidade que está situada no bairro de Bangu, Caionã foi visto com bons olhos por Airton Nogoceke e Guilherme Iunes, que estavam no córner de Charles. O convite foi feito pela Fusion Fight para Caionã integrar a equipe, a partir desse momento começou a história da lapidação do diamante da Fusion Fight.

De dezembro para cá, Caionã passou a fazer treinos específicos de boxe, Grappling, Muay Thai e Submission. O jovem, que antes trabalhava como auxiliar de serviços gerais de um hospital da Zona Oeste do Rio, passou a receber um salário, o mesmo que recebia no hospital, para se dedicar ao MMA. A evolução foi gigante, vale ressaltar que tudo isso foi possível com a visão e parceria de Serginho Filho, empresário e casca-grossa do jiu jitsu, que abraçou a causa e passou a patrocinar o lutador.

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Caionã ao lado de Charles Blackout, (Foto: Photo Fight)

Desde que passou a integrar a Fusion Fight, vivendo uma mudança incrível de estrutura e apoio, Caionã decolou e soma quatro lutas com quatro vitórias, onde podemos destacar as duas últimas, ambas por finalização, contra Eddy Silva, finalizando no terceiro round, e contra o experiente Alendro Muça, lutador da PRVT, luta que colocou Caionã “Blade” como o mais novo campeão peso-galo do Watch Out Combat Show.

Para formar campeões, antes de tudo, é necessário se preocupar com a pessoa, desde a parte física até a parte psicológica. A Fusion Fight rema contra a maré no MMA nacional, com apenas dois atletas, e aos poucos se consolida por isso. Um grupo mínimo, recebendo o apoio máximo, reparando brechas, aprimorando a parte técnica e tática, sem tirar os olhos do atleta como um todo. Para obter o exito, o pouco vira muito, é necessário cuidar para um crescimento sadio, para formar um campeão, é necessário preparar o terreno para colher os frutos.

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