Entevista: Dono do nocaute do ano de 2018, Daniel “Miojo” Lacerda vence e mira o UFC

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Vencedor do prêmio ‘Osvaldo Paquetá’, o diamante de Valença – RJ, se diz o melhor peso-mosca no Brasil

Daniel só perdeu para ele mesmo!

Com um jogo agressivo e um cartel quase perfeito, o atleta da ‘ATS Tubarões’ esbanja golpes plásticos e sempre proporciona lutas empolgantes para os amantes do MMA.

Vindo de mais uma vitória, o lutador, de apenas 23 anos, finalizou Augusto Costa no primeiro round, na 14a edição do evento Rei da Selva Combat. Com essa, já são 10 confrontos profissionais, onde a única derrota veio por conta de uma séria lesão no ombro, onde ele se “soltou” após o próprio atleta aplicar um chute rodado, no Shooto 90.

Passado o trauma e de volta ás glórias, “Miojo” bateu um papo com o MMA Premium, e mostrou muita personalidade e ambição.

Daniel, qual a sensação de voltar ao octógono após ter sofrido uma lesão que definiu o resultado da sua última luta no Shooto, onde estava em jogo o cinturão do peso super-mosca?

A sensação é muito boa. É mais uma superação, porque a luta foi comigo mesmo, pois vim de uma cirurgia onde muitos acreditavam que eu só voltaria em torno de 2 anos. Graças a Deus passei por cima disso tudo e voltei em menos de um ano e mantendo o padrão de agressividade. Hoje até sinto que meu ombro lesionado é mais forte que o outro.

Até hoje você não deixou os juízes trabalharem! Todas as suas vitórias foram por nocaute ou finalização. Como você define o seu jogo?

Eu sou o lutador mais agressivo da minha categoria aqui no Brasil! Vejo vários pesos-moscas com um bom recorde, mas, se você olhar contra quem eles lutaram, você vai ver que foram caras fracos, e mesmo assim não tiveram a capacidade de nocautear ou finalizar.

Meu cartel não foi montado. Eu lutei na maioria das vezes com lutadores mais velhos e com mais lutas que eu. Mesmo assim eu destruí todos eles no primeiro round!

Você não vai conseguir treinar uma estratégia para me vencer, eu sou um camaleão! Aonde eu estiver eu vou ser mais forte, agressivo e mais versátil.

Veja o nocaute que rendeu a Daniel Lacerda o prêmio de melhor nocaute de 2018

Na ‘ATS Tubarões’ você é treinado pelo mestre André Tadeu, e ainda tem um “casca grossa” como companheiro de treino, o Alex “Cowboy” Oliveira. O quão importante o seu time é para a sua preparação?

Eu treino com os melhores. Meu treinador André Tadeu fez um trabalho muito forte na equipe. O trabalho é muito dinâmico. Uma hora você está treinando com um cara do chão, outra com um mais alto. Tem atletas do Karatê, Taekwondo, Boxe, Capoeira, e eu aprendo um pouco com cada um deles. Todos me passam o que sabem da sua modalidade de origem.

A minha equipe tem muitos talentos, só não tivemos oportunidades de mostrar o quanto nós somos bons. No momento, apenas o Alex “Cowboy” está no UFC, mas, em breve, eu e muitos outros estaremos lá dando show.

Daniel "Miojo" Lacerda
Daniel “Miojo” Lacerda

Em 2018, você venceu no ‘Prêmio Osvaldo Paquetá’, o “Oscar do MMA Nacional”, o prêmio de nocaute do ano. Como foi esse reconhecimento?

O prêmio foi de muita importância para mim. Depois dele, muitas portas se abriram. Foi muito bom para a minha imagem. Eu já sou um lutador que vende, e, com ele, sinto que me valorizou ainda mais.

Eu quero participar de novo esse ano, mas, dessa vez, concorrer com uma finalização para mostrar o quão versátil é o meu jogo. Eu não sei só lutar em pé, eu também luto no chão e em qualquer lugar que a luta fluir.

Quais os planos para Daniel Miojo a partir de agora?

Meu plano agora é assinar com o UFC. Eu não vou lutar aqui (no Brasil), agora, não tenho essa necessidade. Eu bato em muitos outros da minha categoria no Ultimate. Eu só quero fazer o meu, chegar lá, bater nos gringos e treinar para segurar aquele cinturão um dia. Sei que em dois ou três anos, dentro da organização, eu consigo ser o desafiante número um e pegar aquela cinta. Meu objetivo é o UFC, mais nada.

Deixe um recado para os seus fãs 

Quero mandar um abraço para galera que está sempre torcendo por mim, todos que me mandam mensagens. Obrigado a todos, e que Deus abençoe vocês. Eu sei que tem muita gente que não gosta do meu modo de vender as lutas, mas saibam que faz parte do jogo, não é nada de maldade. Eu só quero vender meu peixe e ajudar minha família.

E aí galera, será que Daniel Lacerda terá a honra de assinar com o UFC? Comente na matéria

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Estudante de jornalismo, apaixonado por futebol e MMA.

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