Faixa azul na arte suave, Silas Espíndola fala sobre as dificuldades do esporte, em entrevista

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Atleta falou sobre sua vida no canal BJJ Girls Mag

Atualmente na Ns Brotherhood, Silas Espíndola ostenta a faixa azul do Jiu-jítsu e, em depoimento, fala sobre toda a sua carreira, e como a pandemia do novo coronavírus vem impactando a sua carreira.

Confira a entrevista completa, cedida ao canal BJJ Girls Mag:

Como conheceu o jiu-jitsu e há quanto tempo treina?

Eu sempre fui muito adepto da luta em pé, desde o começo da adolescência eu praticava, porém próximo dos meus 22 anos havia cada vez menos eventos de luta e mais eventos de MMA.

Foi quando eu fui atrás do Jiu Jitsu, apenas como complemento para tentar lutar o MMA. Porém, acabei não concretizando esse plano e voltei a treinar Jiu Jitsu mesmo em 2017.

Como é a sua rotina de treinos?

Eu treino de 4 a 6 vezes o Jiu-Jitsu ao longo da semana e faço musculação de 3 a 5 vezes na semana, apenas 1 vez na semana eu pratico corrida de longa distância.

Dentro desse período de quarentena estou aproveitando para fazer exercícios fisioterápicos para o ombro, me machuquei no Curitiba Open em fevereiro.

A alimentação eu seguia um plano meio genérico, mas vi que faz uma boa diferença na preparação, agora conto com o apoio da Nutricionista Renata Saffioti pra me trazer resultados melhores.

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Quais são as principais dificuldades no esporte e na carreira de atleta?

As principais dificuldades são os gastos, preço alto de inscrição, hospedagem, passagem, alimentação, você sair da sua cidade para lutar um OPEN ou um BJJ Pro da IBJJF, tudo isso requer um dinheiro que não são muitos que podem pagar.

Já sofreu algum preconceito ou algo do tipo no esporte?

Graças a Deus não, nenhum tipo de preconceito, único problema que tive foi quando saí da equipe que eu treinava para uma que na época eu vi que seria melhor pra mim, fui impedido de lutar um campeonato para me classificar para a seletiva do Pan.

Mas nada demais, já ficou no passado.

Quais os benefícios que o jiu-jitsu trouxe para a sua vida?

O Jiu-Jitsu me trouxe uma disciplina e uma confiança que nem eu acreditava ter em mim, me traz sabedoria dentro e fora do tatame.

Qual o estilo de jogo que mais gosta e qual sua finalização preferida?

Eu gosto muito de guarda, desde o começo eu achava o máximo quando os guardeiros tocavam a mão dos oponentes e já sentavam no chão.

Não que eu desempenhe muito bem esse tipo de jogo, mas acho ele sensacional. A minha finalização favorita sem dúvida é o arco e flecha, acho ela sensacional!

Quais os seus principais títulos?

Tenho bons títulos como alguns OPENS (SP, RJ, Salvador etc), Sul americano sem kimono, mas pra mim ainda hoje o título mais importante que eu tenho foi o São Paulo Open NoGi de 2019, peso e absoluto, foi nesse campeonato que eu vi que eu podia ter um grande desempenho no NoGi, foi o primeiro absoluto que lutei.

Quem são seus/suas maiores inspirações no esporte?

Não é por ser meu professor, mas o Igor Schneider, o Tigrão, me inspira bastante, como atleta e como pessoa. Gosto muito do jogo do Leandro Lo e do Buchecha, gosto da mentalidade que o Mahamed Aly passa para outros atletas e da serenidade dos irmãos Miyao.

Como você está se adaptando nessa quarentena?

O trabalho na verdade está até mais corrido do que se estivesse normal no escritório, bastante coisa pra fazer, ocupando bem o tempo.

Quanto aos treinos,  estou seguindo a sugestão do tal “treino de cadeia” do Mahamed Aly que consiste num treino de várias séries focando apenas um exercício por dia. Faço algumas entradas de queda, fuga de quadril para soltar um pouco o corpo.

Deixe um recado pra quem tá começando e deseja seguir carreira, como você

Acredite em você, sem confiança você não faz nada nessa vida, tente sempre ser o melhor, com os pés nos chão e corra atrás dos seus sonhos. Por fim, sempre vale a pena e se você quer de verdade, você chega lá!

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Estudante de jornalismo, apaixonado por futebol e MMA.