EXCLUSIVO: Pedro Munhoz fala sobre carreira e preparação para duelo contra Cody Garbrandt

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O Brasileiro vai medir forças contra norte-americano no dia 2 de março, em Las Vegas

Pedro Munhoz, também conhecido como “The Young Punisher (O Jovem Justiceiro)”, terá pela frente o que pode ser um dos maiores desafios de sua carreira, enfrentar o ex-campeão e atual desafiante nº 1 da categoria dos galos, Cody Garbrant, no UFC 235.

Com o cartel de 17 vitórias e 3 derrotas, o atual nº 9 da categoria dos galos vem de 6 vitórias em suas últimas 7 lutas. Com raízes no Jiu-Jitsu, Pedro demonstra um ótimo poder de finalização, sendo que 8 das suas vitórias se deram por meio de submissão, sendo a guilhotina sua especialidade.

Outro dado importante tem o brasileiro a seu favor, “O Jovem Justiceiro” nunca foi finalizado ou nocauteado como lutador profissional de MMA.

Mesmo com a agenda cheia, Pedro teve a gentileza de conceder uma entrevista exclusiva ao MMA Premium, falando desde suas origens no Jiu-Jitsu até os dias atuais na maior organização de MMA do mundo:

Sabe-se que você tem um excelente jogo de grappling, sendo um faixa-preta de jiu-jitsu que aplica como poucos a guilhotina no MMA. Muita gente tem curiosidade em saber como era antes de você migrar pro MMA; participava constantemente de competições de jiu-jitsu e No Gi? Nos conte um pouco como foi o seu histórico em torneios de jiu-jitsu e grappling.

Pedro Munhoz: – Eu comecei no jiu-jitsu, mas logo no início, quando eu era faixa roxa, eu comecei a ter aulas de boxe com o Peter Venâncio, que começou a ensinar em uma das academias que eu treinava no Tatuapé. Nos primeiros meses, participei de uma luta pequena entre academias de boxe e comecei a gostar bastante da modalidade. Sempre gostei de esporte de combate no geral e na minha faixa marrom, comecei a treinar muaythai com o Gibi, em uma das maiores equipes em São Paulo. 

Nunca parei de treinar jiu-jitsu, sempre competi com e sem quimono. Durante minha faixa marrom e preta o foco maior foi sem quimono porque já estava bem focado na transição para o MMA. Já vinha treinando bastante boxe, muaythai, wrestling, e No Gi em geral, no qual eu ganhei o Campeonato Brasileiro sem quimono e o Campeonato Paulista. 

Fiz minha primeira luta de MMA em 2009. No ano seguinte, eu lutei no JungleFight, contra um americano, que tinha mais lutas no cartel que eu, mais experiência, já havia lutado no Strikeforce e eventos maiores. Ganhei dele e vim para os Estados Unidos, onde ganhei o Campeonato Norte Americano e o Los Angeles Open (Aberto de Los Angeles) e fiz essa migração para o MMA. Continuei sempre com o meu objetivo, meu foco treinando e participando das competições e consequentemente me tornei um lutador de 10 – 0, foi então que eu assinei com o UFC em fevereiro de 2014.

Antes você treinava na Kings MMA, com o mestre Rafael Cordeiro e no meio de 2017 decidiu migrar pra American Top Team. Quais foram os motivos dessa mudança e em que os treinos na ATT melhoraram e acrescentaram no seu jogo?

Pedro Munhoz: – Eu treinava na Kings MMA, com o mestre Rafael Cordeiro, pessoa que eu tenho um carinho imenso, um amigão meu, aprendi muito com ele. Porém, em Los Angeles, os lugares eram muito longe pra treinar. Eu saia da minha casa e ia para Huntington Beach, onde fica a Kings MMA e era uma hora pra ir, mais uma hora pra voltar. Se tivesse trânsito ou acidente na highway aumentava ainda mais o tempo de locomoção. Também treinava jiu-jitsu em Hollywood e treinei uma época com o Leozinho na Checkmat. Eu tinha que andar muito de carro pra poder treinar.

Eu já tinha recebido convite para vir treinar na American Top Team e em 2015 eu vim, fiquei uma semana e comecei a concretizar essa possibilidade de um dia treinar aqui. Em 2017, eu fiquei 3 semanas aqui, voltei pra Los Angeles, porém, decidido que eu queria treinar aqui, pelo fato de todos os treinos serem em uma academia só.Vou a academia de manhã, a tarde e de noite. Tenho tempo pra descansar. Tenho mais tempo com a família. Em relação ao treino, é melhor, tenho mais material humano aqui, mais pessoas no meu peso pra poder treinar. Não preciso me locomover pra muito longe, então, ganhei muito em relação a tempo.

Contra TJ, Garbrant entrou com bastante agressividade e pressão. Contra Cruz, ele foi contragolpeador. Como você espera que ele entre pra essa luta? Mais agressivo ou mais cauteloso? 

Pedro Munhoz: – Nós viemos estudando bastante o jogo do Garbrandt, como você diz, ele contra o TJ foi bem agressivo, contra o Cruz ele usou mais de contragolpes. Nós estamos treinando todas as possibilidades. Os treinadores aqui estudam essa parte de estratégia e tática. Os nossos companheiros de treino fazem trabalho de cópia, um mais agressivo, um mais contragolpeador.

Em sua última luta contra Bryan Caraway, você demonstrou grande nível no seu jogo em pé. Apesar de Caraway possuir uma vantagem na envergadura, você foi capaz de anular o americano, principalmente com os golpes na linha de cintura e defesas de quedas. Você pretende manter uma estratégia parecida contra o CodyGarbrandt? Fale um pouco do seu gameplan.

Pedro Munhoz: – A estratégia foi um pouco diferente com o Bryan Caraway. Nós sabíamos que ele ia vir bem agressivo, ele é um cara grande para categoria, forte, com envergadura grande. Mantivemos a calma e trabalhamos bastante primeiro o golpe na cabeça, depois o golpe de cintura, defesa de quedas, nas quais foram desgastando ele. Cada luta é uma estratégia diferente. Contra o Garbrandt vamos ficar atentos na parte de trocação, sabemos que ele tem um cruzado de direita e esquerda bem forte. Estamos trabalhando bastante nessa parte do gameplan.

O UFC 235, acontece no dia 2 de março em Las Vegas na T-Mobile Arena. O evento contará com duas lutas pelo título. No evento principal, Jon Jones defende seu cinturão dos meio-pesados contra Anthony Smith e, no evento co-principal, Tyron Woodley defende seu cinturão dos meio-médios contra o nigeriano Kamaru Usman.

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Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e atendimento na Seri.e Design. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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