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Entrevista: Lucas Luktus, uma história de sucesso no MMA

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Tendo atuado em várias áreas do MMA, Luktus fala sobre vida fora do Future e analisa o MMA

Fãs do MMA nacional e mundial dificilmente conhecem quem atua nos bastidores do esporte, gestores de eventos, matchmarker, equipe de arbitragem entre outros são relegados a sombra normalmente.

Porém, uma figura certamente se destaque e ganha os holofotes em determinados momentos, o manager Lucas Luktus sabe como poucos os caminhos que o MMA percorre desde apresentar o atleta certo para o evento certo, até organizar eventos de qualidade ímpar no cenário nacional.

Após anunciar sua saída do Future FC, Lucas projeta saltos para diferentes áreas e mostra que analisar e estar nas artes marciais mistas vai muito além de estar de luvas ou de anunciar um combate.

Você inovou com o Future e criou um evento de alta projeção no Brasil, por que decidiu se retirar agora? O que motivou essa saída?

Na verdade, a ideia por trás do Future foi criada pelo Jorge. Eu estava na casa dele, em Los Angeles, e construímos tirando tudo do papel juntos, mas, quem realmente merece os créditos, é ele. Eu decidi me retirar por vários motivos, mas, um deles, foi que eu decidi focar mais na parte de “management”. Estou com nove atletas no UFC e senti que não estava dando o foco necessário para essa parte. No Future foi e continuará sendo feito um trabalho bacana. Mas tenho que dar um foco maior para os meus atletas.

Quais os planos para 2020?

Dar um foco maior na parte do “management”. Conseguir dar mais oportunidades para atletas viverem do MMA. E estou estudando bastante, sempre fui tão fã de basquete quanto fã de luta. Então, sigo focado em fazer a prova da NBPA (National Basketball Players Association), para me tornar um agente certificado da NBA. É uma prova bem cara, custa, aproximadamente, 4 mil dólares mais a passagem pra Nova Iorque. Isso foi algo que me fez sair do Future, pois, como sempre foi meu sonho ser manager no MMA, também foi meu sonho ser manager na NBA. Estou empolgado para o ano que vem, será um ano de muito estudo e muito trabalho!

Você possui uma empresa que gerencia carreira de atletas, quem são os destaques e quais veremos nos grandes eventos do mundo?

Hoje os destaques são os 9 atletas do UFC. Johnny Walker, Livinha Souza, Luana Dread, Gavin Tucker*, Eduardo Garagorri, Talita Bernardo, Vanessa Melo, Isabela de Pádua, Antônio Trocoli. Além deles, tem o Lucas Mineiro no BRAVE e uma galera nova chegando forte por aí.

O Johnny eu vejo disputando o cinturão, mesmo após a sua derrota. Ele assimilou bem o revés e está muito bem pro ano que vem. Outros nomes que eu posso citar explodindo são os do Hebert Índio, Gustavo Erak, Renê Soldado e do Matheus Buffa. Esses quatro nomes a galera ouvirá em breve. Além de um atleta do Uzbequistão que eu trabalho, que é um grande talento.

Ainda falta apoio para o MMA no Brasil? O que fazer para mudar esse jogo?

Falta, mas também faltam projetos como o Future. É difícil achar eventos que se arriscam para dar uma remuneração e um tratamento digno aos atletas. Após a explosão do MMA no Brasil, vimos muitos eventos surgirem mas logo acabarem, ou diminuírem, pois falta profissionalismo para os organizadores, que só pensam em lucrar. Não adianta falar que falta apoio para o esporte aqui se esses organizadores não dão o devido tratamento aos atletas.

Como você vê os demais eventos paulistas, quais são os mais interessantes?

O SFT faz um trabalho bacana, o Thunder está se reerguendo, Batalha MMA idem. E também eventos que nunca deixaram de existir, o Pro Fight e o Gold Fight que são menos constantes mas seguem fazendo o seu nome.

São Paulo, pra mim, hoje é, disparado, o melhor estado do Brasil, quando se fala de eventos de MMA. Podia ser melhor? Podia, mas, até o UFC podia ser melhor. Então temos que agradecer pelo o que temos no cenário atual. Eu acompanho e curto, na medida do possível, os eventos paulistas.

O que um atleta precisa para se destacar hoje ?

Precisa de qualidade técnica, bom gerenciamento de carreira para não dar passos em falso, disciplina, paciência e não forçar isso de ser personagem. O importante é ser ele mesmo. Exemplos como Lyoto, Shogun, Minotauro, Wanderlei Silva, atletas que nunca foram de falar muito mas dominaram o mundo. O atleta primeiro tem que pensar em disciplina e qualidade, se quiser ser personagem ele faz depois. Mas o ideal é ser ele mesmo.

Você acha que teremos mais brasileiros protagonistas no MMA mundial em 2020?

Acho! Temos prospectos de qualidade crescendo no UFC. Não só citando os meus, mas vemos o Borrachinha, Amanda Ribas, Jennifer Maia, Jéssica Bate-Estaca, Marlon Moraes, Raoni, Carcacinha, Elizeu Capoeira, Vicente Luque, o Durinho que está em uma fase fantástica. Temos muita gente nova surgindo, tanto no UFC quanto no MMA nacional. Acho que o nível do MMA no Brasil, pelo o que vi no Future, é maior que o nível regional do MMA nos Estados Unidos e na Rússia.

O que falta um pouco, é de dar um próximo passo, do atleta passar o nível bom para o nível excelente, chegando no TOP 5 do UFC. Mas o MMA brasileiro caminha pra isso. Se olharmos para as equipes, vemos várias surgindo como a TFT, que hoje vemos atletas de ponta como o Marreta, há 10 anos eles não tinham ninguém no UFC. A Chute Boxe evoluiu também, o trabalho feito com o Charles do Bronx é impressionante. Isso que vinha faltando no Brasil, mas vimos as equipes estão crescendo e veremos grandes campeões no futuro.

E aí amigo leitor, concorda com as opiniões de Lucas Luktus, deixe sua resposta nos comentários.
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About Author

Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e gerente comercial da CRP MANGO. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

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