Marcos Breno, grande promessa nacional, fala sobre história no MMA

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Em conversa com o MMA Premium, o lutador falou sobre seu início no esporte, treinamento durante a quarentena e as metas para o futuro

Com apenas 17 anos, Marcos Breno decidiu sair de casa em busca de crescimento e reconhecimento no MMA. Então, deixou o norte do país e chegou em São Paulo. Hoje o lutador é contratado do ‘Ares Fighting Championship‘, um evento novo, Afro-Europeu, que está buscando grandes lutadores e promete dar visibilidade aos novos talentos para o mundo. O peso-galo participou da primeira edição do Ares, que aconteceu no Senegal, e apesar de sair derrotado, está com muito gás para continuar na busca dos seus sonhos quando as competições retornarem.

Hoje com 22 anos e um cartel de 12 vitórias e apenas duas derrotas, o lutador é uma das maiores promessas do MMA nacional. Afinal, apenas uma vitória na carreira foi definida pelos juízes, as outras foram resolvidas com finalizações e nocautes, chamando atenção dos admiradores do esporte. O peso-galo faz parte da equipe ‘Revira Black Team’.

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it’s in my blood 🔥 ____________________ @revirablackteam

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Marcos Breno começou a praticar luta aos 11 anos em um projeto social, com jiu-jítsu. Posteriormente começou a se interessar por MMA, treinando outras modalidades. Mostrando a importância da inclusão do esporte na vida das crianças e do apoio do governo nesses projetos, o lutador fala sobre sua visão do assunto na entrevista a seguir. Confira a opinião do lutador e conheça mais sobre a grande promessa do MMA nacional:

Há quanto tempo você luta MMA e como começou?

Fiz minha primeira luta com 17 anos na cidade de Rio Preto da Eva há cinco anos. Mas comecei mesmo com meus 11 anos no jiu-jítsu em um projeto social da minha cidade. Com 15 anos comecei a ter interesse pelo MMA ao ver meus parceiros de treino mais velhos treinando e lutando, então comecei a treinar um pouco de boxe e muay thai.

Você veio do norte do país e hoje mora em São Paulo. A escolha foi pelo crescimento no MMA? Qual foi o peso dessa decisão na sua vida?

Sim, vim de Rio Preto da Eva, no Amazonas, justamente pelo crescimento no MMA, pois as oportunidades aqui são maiores. Os eventos são bem reconhecidos, as academias possuem boas estruturas e tem muitos lutadores bons. Mas o maior peso foi ter que deixar toda minha família. Sair de casa com 17 anos em busca dos meus sonhos (mesmo sabendo o que eu sempre quis), não foi fácil.

O que te motivou a investir na luta?

No começo sempre foi minha paixão por lutar. A adrenalina que sentia quando lutava jiu-jítsu, a sensação da vitória ou da derrota que me faziam sempre treinar ainda mais. Isso tudo pra mim era e é extraordinário. Então assistia vídeos de lutas de grandes lutadores e queria sentir aquela sensação em lutar grandes eventos.

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade para o atleta se destacar no Brasil?

Acho que a base. O governo investir em projetos sociais, pois quando se é adulto e tem condições de pagar uma academia, você já perdeu muito tempo para aprender. Enquanto em outros países, na escola você já aprende a lutar. Essa é umas das dificuldades que atletas brasileiros passam quando estão começando.

E a maior dificuldade de todas é o apoio, trabalhar e treinar ao mesmo tempo em alto rendimento não é fácil. Mas quando se tem um sonho e você quer isso com todas a forças, nenhuma dificuldade pode parar você.

Qual é sua maior inspiração no esporte? E por quê?

Por eu ser natural de Manaus e nós termos um dos maiores lutadores da história do esporte, eu queria ser como ele, José Aldo Júnior. Ficar 10 anos sem perder, dono do cinturão mais importante do esporte e a história que faz dele o grande lutador que ele é. Foi minha maior inspiração.

Como é sua rotina de treinos? E durante a pandemia que estamos vivendo, como está se adaptando?

Minha rotina de treinos é bem exaustiva. Faço de três a quatro treinos por dia, me mantendo sempre ativo e preparado. Faço tudo para estar na minha melhor forma possível dentro do octógono. 

Esse é o momento mais difícil que estou passando, em cinco anos nunca fiquei tanto tempo sem treinar, estou acostumado com a rotina puxada dos dias normais. Então ficar em casa sem trocar soco com a galera não é fácil. Também é um momento muito delicado, precisamos nos cuidar e cuidar dos nossos próximos.

Com isso, montei uma pequena academia em casa, faço treinos diários, um treino físico, bato um aparador com meu amigo Keven que mora do lado de casa e quando posso treino com minha namorada, a Mariana.

Você tem um ótimo cartel com apenas duas derrotas em 14 lutas, ganhando a maioria com nocaute e finalização, deixando apenas uma para a decisão dos juízes. Qual é o segredo?

O segredo é que não tem segredo nenhum, tem constância. Eu acordo cedo e faço, todos os dias, o que eu tenho que fazer. Sempre dando o melhor de mim. E mesmo nos dias mais cansativos, sou a grato a Deus e a todos que me apoiam e sempre acreditam em mim e no meu trabalho.

Quais são seus planos e metas daqui pra frente?

Primeiro é esperar que tudo isso passe o quanto antes para que possamos voltar para as nossas atividades normais. Tenho contrato com o Ares Fighting Championship, evento Afro-Europeu e, por conta dessa pandemia, os eventos estão sendo adiados ou até mesmo cancelados, e o Ares é um deles.

A meta é continuar treinando, me destacar fazendo grandes lutas e viver isso tudo (que é o meu sonho se realizando). E o plano continua o mesmo, ser o melhor, lutar com os melhores, estar nos melhores eventos e ser inspiração para outros que virão depois de mim.

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