Qual o limite do trash-talk nas artes marciais?

0

Mestre condecorado de Jiu-Jitsu, Bruno Tank falou sobre como a falta de respeito vem afetando as artes marciais em nome do business

Por: Bruno Tank

Fala feras,

Na coluna de fevereiro deste ano eu escrevi sobre o trash-talk no MMA e no Jiu-Jitsu. Dei meu ponto de vista de como isso é nocivo e não acrescenta em nada o crescimento do esporte como um todo.

Devido aos acontecimentos e a briga generalizada que aconteceu no UFC na última luta do Mcgregor e Kabib, me fez querer voltar a tocar nesta tecla. Arte marcial é respeito.

Toda arte marcial e pautada e fundamentada em respeito e códigos de honra e ética. Desde da forma que você pede permissão para entrar no dojo, na hierarquia das graduações e o próprio treinamento em si, onde aprendemos nossos limites físicos e emocionais.

Quando uma briga dessa acontece sendo televisionada e virando viral nas redes sociais, quem perde somos todos nós. Quem perde é o esporte. Porque acredite, quem faz dinheiro com isso que houve, não liga a mínima para o esporte ou a arte.

No meu entender, deveria existir um limite para o tipo de trash-talk. Não sou a favor de “proibir” alguém de falar nada. Todos temos o direto de nos expressar. Mas quando se passa do limite, essa pessoa tem que ter uma consequência, suspensão ou até quebra de contrato. Mas infelizmente, o dinheiro fala mais alto e as pessoas compram para ver quem está falando besteira.

No fim das contas, não só nas lutas, mas a sociedade em geral está sofrendo com a falta de respeito. Falta de respeito ao próximo, falta de respeito pelos seus direitos, falta de respeito por opiniões divergentes e por aí vai.

Temos que entender e aceitar que com respeito, empatia e tolerância todos evoluem e crescem. E sabe onde se pode aprender e desenvolver esses valores de uma forma saudável e parte da filosofia que é ensinada?

Isso mesmo, dentro de academias de artes marciais. Então, mais do que nunca, devemos ficar atentos como ensinamos os alunos e praticantes, pois eles são o reflexo do que temos de melhor e pior.

Faça a sua parte e faça da sua academia, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade e onde você estiver um lugar melhor.

Seja o exemplo do que você quer e acredita.

Só assim podemos vislumbrar um futuro onde nosso esporte e arte sejam vistos não só como espetáculo e “quem é o melhor”, Que sejamos vistos como somos, um “life style”, uma filosofia de vida.

Bons treinos e até a próxima.

Share.

About Author

Victor Nunes

Comentários no Facebook