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Rafaella Ditscheiner a nova promessa da ATT

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Treinando ao lado de grandes lendas do esporte, Rafaella conta mais sobre a sua história

Sair do conforto do lar, da presença dos amigos e da rotina diária é um choque para qualquer jovem, embora mudar seja necessário para evoluir eventualmente o sonho e o pesadelo da mudança andam quase lado a lado.

Rafaella Ditscheiner saiu cedo de casa, primeiramente para trilhar o seu próprio caminho, contudo o medo da mudança não parece ter afetado muito a visão dessa lutadora nascida no interior paulista.

Rafaella Ditscheiner
Rafaella Ditscheiner

Treinando sob a tutela de Conan Silveira, um dos maiores treinadores do mundo, Rafaella cresce degrau por degrau e pode mostrar em breve o que todo o seu treinamento trouxe para sua vida.

O MMA Premium falou com exclusividade com a futura estrela da ATT que nos contou mais sobre sua vida e carreira, confira:

Rafaela, como vc começou no MMA?

“Bom, eu não comecei diretamente no MMA. Com 12 anos comecei a praticar o Muay Thai porque eu cheguei a pesar 102kg e eu tava numa obesidade muito grande. Como eu já tinha 1,75 de altura com 12 anos não aparentava muito, mas pela idade, enfim, tava grave. Aí eu comecei no MMA, numa academia que tinha perto de casa, mas por hobby mesmo. Eu não tinha pretenção de ser profissional. Aí eu emagreci, cheguei a pesar 65 kg depois de um ano e os treinadores sempre me incentivando a fazer alguma luta e eu não queria, no começo. Porque antigamente, pra mim, tomar um soco na cara era um absurdo, eu não entendia muito do esporte e por eu ser uma criança né, com 12 anos de idade. Aí eu fiz uma luta em um campeonatinho interno da academia que teve de todas as filiais e acabei ganhando. Desde então virou minha paixão. Aí comecei também a praticar o jiu-jitsu, separadamente do Muay Thai. Depois wrestling, depois com uns 15 anos eu conheci o MMA e me apaixonei de vez.”

Você hoje vive fora do país, qual foi o seu maior desafio?

Rafaella Ditscheiner
Rafaella Ditscheiner

“Bom, pra mim, o maior desafio acho que foi sem duvida deixar minha família e meus amigos aí no Brasil. Eu sempre fui uma pessoa muito independente. Graças a Deus não sou daquelas pessoas muito apegadas e tal, mas mesmo assim é difícil. Eu fiquei doente recentemente, precisei ir ao hospital, eu fui sozinha. Então é nessas horas que eu sinto bastante falta. Eu sinto bastante falta também da minha faculdade. Eu fazia medicina veterinária, que é uma coisa que eu gosto muito também. Mas eu sempre falei para os meus pais, que eu posso fazer, quando eu chegar em um patamar bom dentro do MMA. Porque para fazer uma faculdade eu não preciso ser jovem, não preciso de condicionamento físico. Mas pra lutar é isso. Hoje meu coração tá dentro do tatame e não adianta [risos].”

Falta apoio no esporte?

Sempre falta, seja no Brasil ou fora, muitas empresas ainda não notaram o potencial quem um atleta tem para divulgar a marca.

Hoje em dia quem patrocina um atleta está exibindo a sua marca para o mundo todo, isso é bom para o lutador e para o patrocinador.

O que te motiva a treinar?

“Hoje a minha maior motivação eu acho que sou eu mesma. Eu acho que tudo que eu já superei dentro do esporte porque eu sofri muito preconceito no Brasil principalmente. Eu já ouvi de várias pessoas, até de alguns treinadores, que eu era muito bonita pra tá dentro do tatame, que eu era a única menina que lutava MMA dentro da academia, que eu não iria chegar a lugar algum. Já ouvi isso, minha mãe já presenciou isso e ficou muito chateada. Eu superei tudo isso. Nunca precisei pisar em cima dessas pessoas que falaram isso pra mim, mas eu acho que a motivação que eu tenho hoje sou eu mesma. De chegar, sendo atleta da academia número 1 do mundo, eu acho que pra mim é a maior motivação que eu possa ter. De olhar pra trás e ver tudo que eu passei dentro das artes marciais e ver aonde eu tô e com certeza mirar aonde eu quero chegar.”

Se apresente para o público

“Eu tenho 20 anos de idade. Eu fui a primeira menina do estado de São Paulo a lutar profissionalmente com 16 anos de idade. Eu estreei no profissional, eu não tive lutas amadoras de MMA. Eu estreei em um evento em Indaiatuba, que chama Evolution, com uma adversária com 35 anos ela tinha acho que 7 lutas no cartel. Foi aí que tudo começou. Eu ganhei também o mérito esportivo da cidade, do município de Campinas, pela minha contribuição ao esporte. Por estar sempre incentivando as pessoas, por estar compartilhando a minha história, por estar fazendo alguns projetos sociais, ajudando as crianças junto com a luta. Enfim, comunidades carentes lá da região”.

Quem é o seu maior exemplo no esporte

“O atleta que eu mais admiro dentro do MMA é a Holly Holm. Ela tem uma história um pouco parecida comigo nessa questão do preconceito que ela sofreu, porque ela era muito bonita também quando ela começou a treinar. A dedicação dela de chegar onde ela chegou. Ela teve um filho no meio da trajetória dela e mesmo assim ela não desanimou. Tem relatos dela contando que foi muito difícil, que ela sofreu muito preconceito, pensou muito em desistir, mas ela tá lá, firme e forte. Eu acho que essas coisas me motivam. Além das qualidades que ela tem como atleta, que pra mim é uma atleta muito boa, de alto nível. A história, os períodos difíceis dela me motivam bastante”.

O futuro é cada vez mais promissor para nossa compatriota, treinar ao lado de grandes lendas do esporte só aumenta suas chances no MMA feminino que se torna mais competitivo a cada dia.

Quem será a futura estrela do MMA feminino?

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About Author

Bill Santos

Abílio Santos, CEO do MMA Premium, sócio da Try mídia e gerente comercial da CRP MANGO. Todo sucesso vem do esforço e para isso não meço limites, um eterno fanático por inovação pela evolução.

1 comentário

  1. Avatar

    Essa mina é maravilhosa! Um parceiro amigo meu que é amigo dela tbm, postou um story com ela treinando! Selocooo, ela tem cara de boazinha mas deu umas quedas e dava soco como se o Bruno fosse nada pra ela, e tipo o cara pesa uns 110kg! kakaka monstra demais

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